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A costa do esqui

Em Gijón/Xixón manda o mar e o mais parecido à neve que vemos em geral são as cristas das ondas e a rebentação junto à margem. O salitre, a espuma, o vento do Norte que levanta paredes de água e é por si só um espetáculo tão efémero como impressionante, é o protagonista de uma forma de entender a vida e a relação com a Natureza. O mar é a fachada de uma cidade aberta ao Cantábrico mas que não se fecha à montanha, essa muralha que completa as Astúrias pelo sul e que é, sem dúvida, e juntamente com o mar, outro dos nossos sinais de identidade. Em dias claros e sem muito esforço, das zonas altas de Gijón/Xixón veem-se os cumes nevados dos Picos de Europa, e nos crus temporais de inverno, esses em que o meteorologista prognostica neve a cotas baixas, não é difícil ver manchas de neve mais ou menos persistentes nas colinas do Fariu ou do Picu’l Sol. Ou seja, o mar e a neve não estão tão separados numa comunidade em que as modernas comunicações puseram a pouco mais de duas horas de carro os pontos mais afastados da nossa geografia. Nas Astúrias, tudo está perto e Gijón, no centro da região, é uma magnífica plataforma para ser o centro das operações das pessoas que querem descobrir as Astúrias, mesmo para quem vem esquiar nas nossas estações de inverno: Pajares, San Isidro (em Leão, embora muito vinculada aos entusiastas das Astúrias) e Fuentes de Invierno são os destinos habituais dos desportistas de inverno e todas elas estão a pouco mais de uma hora de Gijón, a cidade do turismo de mar e praia que também pode ser a cidade do turismo de neve.

Porquê a partir daqui? Porque Gijón, como antes dissemos, é uma cidade muito bem comunicada com as zonas de montanha. Tanto a autoestrada como a AS-II, conhecida como Autovía Minera, permitem uma ligação direta e rápida em pouco mais de uma hora aos centros onde se pratica esqui. Além disso, os recursos hoteleiros de Gijón permitem oferecer aos clientes uma ampla gama de alojamentos que vão do parque de campismo aos hotéis de quatro estrelas. De acordo com as últimas cifras, a cidade dispõe de 89 estabelecimentos de todas as categorias e tipologias e um total de 6955 camas de alojamento turístico.  Se a isto somarmos a grande oferta hoteleira e de entretenimento que Gijón oferece, bem como a presença de empresas especializadas na venda e manutenção de material desportivo de todos os tipos e também de inverno, há muitos motivos para escolher a nossa cidade como “base de operações” para usufruir de tudo o que as montanhas das Astúrias podem oferecer aos amantes dos desportos de inverno.

A longa tradição do esqui nas Astúrias revela-se pelo facto de que a estação de Valgrande-Pajares é a mais antiga do norte da Península Ibérica e a terceira de Espanha. Situada nas zonas mais montanhosas do concelho de Lena, limítrofe com Castela-Leão, Pajares é uma estação com tradição, cómoda e a escassa distância de Gijón. Além das instalações e dos muitos anos de história vinculados ao esqui e à montanha, a estação de Valgrande-Pajares arrecada entre as suas recordações o facto de no Cuitu Negro ter decorrido um dos finais de etapa mais fascinantes da história da Volta à Espanha em Bicicleta.

A mais antiga do norte alia-se a Fuentes de Invierno, a estação mais recente de todo o norte espanhol, com instalações de última geração e um enquadramento saudável de grande beleza na Montanha Central asturiana, concretamente, no concelho de Aller. Tal como Pajares, também foi um dos finais de etapa mais duros e incríveis na história da Volta à Espanha em Bicicleta.

Portanto, há muito de que tirar partido na montanha nevada das Astúrias. E que tal se o fizer a partir de Gijón?

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